Aula em 22/04/2015 - Micetologia (Micologia) - Esporulação (Reprodução assexuada)

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA

Aula em 22/04/2015

Micetologia (Micologia)

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Retomando a aula passada: 
A reprodução assexuada dos fungos pode ocorrer de três maneiras: fragmentação, brotamento (ou gemulação) e esporulação. 
(...) A esporulação é um tipo de reprodução assexuada realizada por diversas espécies de fungos. Na esporulação os fungos possuem estruturas chamadas esporangióforos (que são hifas especiais que saem de determinados pontos do micélio).
Na extremidade de cada esporangióforo encontramos o local onde é produzido os esporos, que é chamado de esporângio. Quando os esporos estão maduros, o esporângio adquire coloração escura e se quebra, liberando os esporos no ambiente. Os esporos são células haploides de paredes resistentes que, por serem muito leves, são disseminadas pelo ambiente através do vento, água, animais, homem. Quando esse esporo encontra um local com condições favoráveis, ele se desenvolve, originando um novo micélio.

Antes de ocorrer a plasmogamia, é preciso que uma hifa atraia a outra. Isso ocorre por meio de produção de feromônios, substâncias de “atração sexual” produzidas por hifas compatíveis.
Em muitos fungos após a plasmogamia decorre muito tempo (dias, meses, anos) até que ocorra a cariogamia.

A produção de esporos meióticos, após a ocorrência de cariogamia, se dá em estruturas especiais, frequentemente chamadas de esporângios.


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Tecido Muscular

sustentacao13

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM – HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA

Aula a ser dada em 20/04/2015

Tecido Muscular

::: Células alongadas, com grande quantidade de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis;
::: Utilizam a energia contida nas moléculas de ATP.
::: De acordo com suas características morfológicas e funcionais distinguem-se em 3 tipos:  Tecido Muscular Cardíaco, Tecido Muscular Liso e Tecido Muscular Estriado Esquelético.

músculo estriado cardíacomúsculo estriado esqueléticomúsculo liso

Músculo estriado esquelético: Formado por feixes de células cilíndricas muito longas e multinucleadas, com estriações transversais, fibras de contração rápida e vigorosa e seu controle é voluntário.

Músculo estriado cardíaco: Com estrias transversais, formado por células alongadas e ramificadas que se unem através dos discos intercalares (encontrados exclusivamente no músculo cardíaco). Sua contração é involuntária, vigorosa e rítmica.

Músculo liso: Formado por aglomerado de células fusiformes, não possuem estrias transversais. Seus componentes das células musculares receberam nomes especiais: Membrana celular (sarcolema), citosol (sarcoplasma), Retículo endoplasmático liso (retículo sarcoplasmático). O processo de contração é lento e o controle é involuntário.

tipo e atividade muscular

Tecido Muscular Estriado Esquelético
– Formado por feixes de células muito longas (até 30 cm), cilíndricas, multinucleadas e contendo muitos filamentos (miofibrilas).
– Os numerosos núcleos se localizam na periferia da célula, próximos ao sarcolema (Membrana plasmática).
– A localização dos núcleos ajuda a distinguir a fibra do T.M. cardíaco (com núcleos centrais) do T.M. esquelético.
– O tecido conjuntivo mantém as fibras musculares unidas, permitindo a força de contração gerada por cada fibra.
– Tecido conjuntivo – função importante, pois na maioria das vezes, a fibra não se estende de uma extremidade a outra do músculo.
– Por intermédio do tecido conjuntivo que a força de contração do músculo se transmite a outras estruturas como tendões e ossos.
– Músculos se afilam nas extremidades – transição do músculo para o tendão.

musculoOrganização Morfológica do MúsculoTransversal e longitudinal


Organização das fibras esqueléticas
Microscópio eletrônico – indica presença de filamentos:
finos = filamentos de actina;
grossos = filamentos de miosina.
O conjunto de miofibrilas (actina e miosina) é preso à membrana plasmática da célula por meio de proteínas, dentre elas a distrofina que liga os filamentos de actina a proteínas do sarcolema (Membrana plasmática).


sarcomeromusculoquwywsarcomeros


Músculo Cardíaco
–  Células alongadas e ramificadas que se prendem por meio de junções intercelulares complexas.
Apresentam estriações transversais semelhantes às do músculo esquelético.
Possuem apenas 1 ou 2 núcleos localizados no centro da célula.
Fibras cardíacas – circundadas por uma delicada bainha de tecido conjuntivo, com abundante rede de capilares sanguíneos.
Característica exclusiva do músculo cardíaco – presença de linhas transversais fortemente coráveis que se repetem a intervalos irregulares ao longo da célula – discos intercalares.
Discos intercalares – complexos de junção na interface de duas células musculares.

discos intercalares do musculo
Coração – rede de células musculares cardíacas modificadas acopladas às outras células musculares do órgão com importante papel na geração e condução do estímulo cardíaco, de tal modo que a contração dos átrios e dos ventrículos ocorrem na sequência – bombeamento do sangue.

Músculo Liso
Formado pela associação de células longas, mais espessas no centro e afilando-se nas extremidades com núcleo único e central.
As células são unidas por lâmina basal e mantidas juntas por uma rede delicada de fibras reticulares.
Célula muscular lisa: capacidade contrátil, movimentos involuntários. Pode sintetizar colágeno tipo III (fibras reticulares), fibras elásticas e proteoglicanos.

Regeneração do tecido musculartecido muscular
– Cada tipo de tecido muscular exibe diferença na capacidade regenerativa após lesão que produza destruição parcial do músculo.
Músculo cardíaco – não se regenera.
Lesões cardíacas (enfartes) – partes destruídas são invadidas por fibroblastos, que produzem fibras colágenas, formando uma cicatriz de tecido conjuntivo denso.
Núcleo da fibra muscular esquelética não se divide, mas o músculo tem pequena capacidade de reconstituição.
Células satélites: Responsáveis pela regeneração do músculo esquelético, são mononucleadas, fusiformes, dispostas paralelamente às fibras musculares, dentro da lâmina basal que envolve as fibras, são consideradas mioblastos inativos. Após lesão as células satélites se tornam ativas, proliferam por mitose e se fundem umas às outras para formar novas fibras musculares esqueléticas – músculo submetido a exercício intenso – células satélites entram em mitose. Nesse caso elas se fundem às fibras musculares preexistentes, contribuindo para a hipertrofia do músculo.
– Músculo liso – capaz de uma resposta regenerativa mais eficiente.
– Ocorrendo lesão – células musculares lisas permanecem viáveis, entram em mitose e reparam o tecido destruído.

Diâmetro da fibra muscular estriada esquelética varia de acordo com: Sexo;  Nutrição; Idade; Atividade Física.

Referência: JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11 ed. Rio de Janeira: Guanabara Koogan, 2008
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AVA - Direito e Legislação - Aula 07

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - AVA | DIREITO E LEGISLAÇÃO

O prazo para entrega das atividades avaliativas do 1º bimestre nesta disciplina é até: 12/05/2015

Aula 07 - Direito Empresarial

Questão 1 - O tipo societário em que a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas de capital, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social:
a. Ilimitada. b. Simples. c. Civil. d. Limitada. X e. Anônima.
Denomina-se sociedade limitada o tipo societário em que a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas de capital, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.

Questão 2 - Será sempre um tipo societário por ações, a sociedade:
a. Limitada. b. Anônima. X c. Em comandita. d. Em nome coletivo. e. Simples.
Também chamada de companhia, a sociedade anônima corresponde ao tipo societário em que o capital divide-se em ações, obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir (CCB, arts. 1.088/1.089). É regida por legislação específica, sobretudo a Lei nº 6.404/1976.

Questão 3 - A empresa XYZ foi totalmente absorvida pela companhia PWM, que lhe sucedeu em todos os direitos e obrigações. Nesse caso, pode-se afirmar que houve:

a. Fusão. b. Transformação. c. Cisão. d. Join venture. e. Incorporação. X
Quando ocorre a absorção de uma ou mais sociedades por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações, dá-se uma incorporação.

Questão 4 - No caso de uma empresa em recuperação judicial descumprir compromissos assumidos no plano de recuperação, o juiz:

a. Decretará a falência da empresa. X
b. Decretará a insolvência dos sócios.
c. Determinará a elaboração de novo plano de recuperação.
d. Deverá instaurar processo criminal contra os sócios.
e. Converterá a recuperação judicial em extrajudicial.
A consequência jurídica será a decretação da falência pelo juiz. Mais precisamente, o artigo 73 dispõe sobre a conversão da recuperação judicial em falência, isto é, o juiz decretará a falência durante o processo de recuperação judicial nas seguintes circunstâncias: I – por deliberação da assembleia­geral de credores, na forma do art. 42; II – pela não apresentação, pelo devedor, do plano de recuperação no prazo do art. 53 desta Lei; III ­ quando houver sido rejeitado o plano de recuperação, nos termos do § 4o do art. 56; IV – por descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano de recuperação, na forma do § 1o do art. 61.

Questão 5 - A transição do Direito Comercial para o Direito Empresarial consolidou-se com a vigência:

a. Da Lei das Sociedades Anônimas de 1976.
b. Do Código Civil de 2002. X
c. Do Código Civil de 1916.
d. Da Constituição Federal de 1988.
e. Do Código Comercial de 1850.

A vigência do Código Civil de 2002 consolidou a transformação do Direito Comercial em Direito Empresarial. A transformação representou a transição de uma fase objetivista para outra de caráter subjetivista, e não o inverso. Representou o abandono da teoria dos atos de comércio e a consolidação do empresário como figura central. Teve como ponto culminante a revogação total do Código Civil de 1916 e da primeira parte do Código Comercial de 1850.

Questão 6 - A sociedade de investimento criada para, mediante participação acionária, controlar várias sociedades de um grupo de controladas denomina-se:
a. Holding.X b. Join venture. c. Subsidiária. d. Incorporadora. e. Fusionada.
Denomina­-se holding a sociedade de investimento criada para, mediante participação acionária, controlar várias sociedades de um grupo de controladas

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Sistema Respiratório

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - ANATOMIA II


Aula em 18/04/2015

Sistema Respiratório


Função: facultar ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, assegurando permanente concentração de oxigênio no sangue, necessária para as reações metabólicas, e em contrapartida servindo como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas reações e que são representadas pelo gás carbônico.
Constituição: órgãos superiores (situados fora da cavidade torácica) e inferiores (situados dentro da cavidade torácica).
* Órgãos superiores: nariz (externo), cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia.
* Órgãos inferiores: parte inferior da traqueia, bronquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões. Músculos da cavidade torácica e camadas da pleura também participam desse processo.

:: Nariz é a parte externa do sistema respiratorio dos humanos e de alguns animais, é o órgão do olfato e a principal via de passagem do fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões. O nariz também adiciona ressonância à voz humana. É constituído pelas fossas nasais e pela pirâmide nasal. A pirâmide nasal é a estrutura visível que forma proeminência na face e esta é constituída essencialmente por lâminas cartilagíneas. Sua parte superior é formada por osso e a parte inferior, por cartilagem. Os ossos que compõem o nariz são: o frontal, os nasais e os maxilares. Ossos chamados cornetos nasais projetam-se para o interior da cavidade nasal, formando uma série de pregas que aumentam a superfície através da qual passa o ar. Os cornetos são em número de 3 em cada lado (corneto superior, médio e inferior) e têm a função de transformar o fluxo aéreo tubilhionar, fazendo com que o ar se choque várias vezes com os cornetos, que são preenchidos com sangue, aquecendo desta forma o ar a ser inspirado. Dentro do nariz existem pequenos fios, semelhante a cílios, que são cobertos por um líquido pegajoso, o muco. As partículas de poeira e microrganismos do ar grudam nesse muco e com o movimento dos cílios são varridos para fora do corpo ou para a garganta, e se forem engolidos serão digeridos pelas enzimas produzidas ao longo do tubo digestivo. Esta ação ajuda a limpar o ar antes dele atingir os pulmões. O espirro limpa automaticamente as vias nasais em resposta à irritação, da mesma maneira que a tosse limpa os pulmões.

:: Fossas nasais, também conhecidas como cavidades nasais, são duas cavidades paralelas que vão das narinas até à faringe e estão separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa, terminando na faringe. Em seu interior existem dobras chamadas conchas nasais, que forçam o ar a turbilhonar. No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Funções: filtrar, umedecer e aquecer o ar que é inspirado para os pulmões, tornado-o mais propício para o seu devido processamento. São revestidas internamente pela mucosa nasal, que possui um grande número de vasos sanguíneos. O calor do sangue nesses vasos aquece o ar e, assim, as demais vias respiratórias e os pulmões recebem ar aquecido e parcialmente filtrado. As fossas nasais também ajudam a prevalecer a respiração. A mucosa tem, também, pequenos pelos e produz uma substância viscosa, levemente amarelada, denominada muco. Além de lubrificar a mucosa, junto com os pelos, retêm micróbios e partículas de poeira do ar, funcionando como um filtro. A mucosa nasal é o principal órgão afetado por consumidores de cocaína, onde em alguns casos, as misturas inseridas na droga como lidocaína, éter e bicarbonato de sódio, chegam a destruir também as paredes cartilaginosas que as dividem.

:: Faringe é porção da anatomia que conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. É um canal comum ao aparelho digestivo e ao aparelho respiratório. A sua comunicação com a laringe está protegida por uma lâmina chamada epiglote, que atua como uma válvula: durante a inspiração, o ar passa das fossas nasais para a laringe, fazendo com que a epiglote se mova de forma a obstruir a entrada do esôfago, conduzindo o ar para o canal correto (traqueia) Na faringe ocorre o fenômeno da deglutição, em que a epiglote fecha a laringe (impedindo que alimentos cheguem à traqueia). Em seguida o alimento desce para o esófago. A faringe humana é dividida em nasofaringe, localizada posteriormente à cavidade nasal; orofaringe, posterior à cavidade oral. A parte inferior da faringe, onde esta comunica com o esôfago, chama-se laringofaringe (hipofaringe).

laringe:: Laringe é um órgão situado no plano mediano e anterior ao pescoço que, além de via aerifica é órgão da produção de som. Esse órgão se estende da faringe a traqueia e é composto por cartilagens revestidas por uma membrana mucosa que fica dobrada, formando as pregas vocais. Funciona como uma válvula protetora que impede a passagem de ar durante a deglutição e ao mesmo tempo, impossibilita a entrada de substâncias e partículas de alimentos penetrem na via respiratória. Outra funcionalidade é a produção do som, ou seja, a voz (por esta razão é chamada de caixa de voz. A laringe possui um esqueleto cartilaginoso, no qual, a maior cartilagem é a tireóide que têm duas lâminas unidas em forma de “v”, essas formam uma saliência particularmente visualizada em indivíduos adultos do sexo masculino que é conhecida vulgarmente como pomo de Adão. Outra cartilagem, localizada abaixo da cartilagem tireóidea, é a Cartilagem cricoide.

:: Traqueia é um órgão tubular presentes nos mamíferos, com aproximadamente 10 a 12 centímetros de comprimento e 1,5 centímetros de diâmetro. A "Traqueia" é mantida aberta devido a varíos semicírculos de cartilagem hialina, internamente ela é revestida por um epitélio ciliado mucoso, importante para reter partículas sólidas, micro-organismos e outras substancias, evitando que elas cheguem aos pulmões. Sua principal função é a condução do ar até os bronquios. Ao final a "Traqueia" se birfurca originando os Brônquios.

:: Brônquios são os tubos que levam o ar aos pulmões. São ramificações da traquéia que divide-se em dois brônquios (direito e esquerdo). Estes apresentam estrutura muito semelhante à da traquéia e são denominados brônquios de 'primeira ordem'. Cada brônquio principal dá origem a pequenos 'brônquios lobares' ou de 'segunda ordem', que ventilam os lobos pulmonares. Estes, por sua vez, dividem-se em 'brônquios segmentares' ou de 'terceira ordem', qua vão ter os segmentos broncopulmonares'. Os brônquios, por sua vez, se ramificam várias vezes até se transformarem em 'bronquíolos', um para cada alvéolo pulmonar, ao que se designa de árvore bronquial. Os brônquios têm a parede revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de [Tecido cartilaginoso|cartilagem], irregulares que, nas ramificações se manifestam como pequenas placas ou ilhas.Brônquios são condutos cartilaginosos localizados na porção mediana do tórax, abaixo da região inferior da traqueia; e se estendem desde o ponto da ramificação desta até o hilo pulmonar. O brônquio direito é mais vertical, curto e largo que o esquerdo. Tal como a traqueia, estes são constituídos por anéis incompletos de cartilagem e fibras musculares, conferindo mobilidade. Além disso, são também revestidos por epitélio ciliado, rico em células caliciformes (produtoras de muco). Essas estruturas, também chamadas de brônquios primários, subdividem-se nos brônquios lobares (ou de segunda ordem). À direita, há três destes: superior, médio e inferior; e, à esquerda, somente o brônquio superior e o inferior. Dos brônquios lobares seguem os brônquios segmentares (ou de terceira ordem). Esses vão se ramificando em porções cada vez menores, chamadas bronquíolos. A partir destas últimas estruturas citadas, a constituição de suas paredes passa a ser de músculo liso, sem cartilagem. A nova estrutura, desta forma, confere mais rigidez e a capacidade móvel, encontrada nos brônquios, deixa de existir. Bronquíolos terminam em estruturas denominadas ductos alveolares, que se finalizam nos microscópicos alvéolos pulmonares. Estes, graças a uma rede de vasos sanguíneos, efetuam as trocas gasosas (hematose).

:: Alevéolos são estruturas de pequenas dimensões as quais estão localizadas no final dos bronquíolos, onde se realiza a hematose pulmonar. São cavidades diminutas que se encontram formando os pulmões nas paredes dos vasos menores e dos sacos aéreos. Por fora dos alvéolos há redes de capilares sanguíneos, derivadas dos vasos sanguíneos da pequena circulação. As paredes alveolares são muito finas e são compostas por uma camada única de células epiteliares planas, os pneumócitos tipo I. As moléculas de oxigénio e de dióxido de carbono difundem com facilidade por essas células, dos alvéolos para os capilares e vice-versa. Nesse epitélio também se encontram células de formato cúbico, os pneumócitos tipo II, que secretam o surfactante pulmonar. Essa substância reduz a tensão superficial dos líquidos pulmonares, que podem oferecer resistência considerável à expansão alveolar. A hematose pulmonar, ou troca gasosa ocorre durante a respiração orgânica do ser vivo e é o processo onde o oxigénio é conduzido até os alvéolos no pulmão, passa para a corrente sanguínea para ser conduzido pelas hemácias e futuramente entrar nas células e ocasionar a respiração aeróbia na presença da glicose. Na hematose também ocorre o processo de eliminação do dióxido de carbono, produzido pela combustão combinada da glicose com o oxigénio, como resultado da respiração celular. Cada alvéolo recebe ramificações de um bronquíolo. Nos alvéolos realizam-se as trocas gasosas entre o meio ambiente (o ar) e o organismo (através do sangue), graças à membrana muito fina que os reveste e abriga inúmeros vasos sanguíneos bem finos, os capilares.

:: Pulmões são dois órgãos de forma piramidal, de consistência esponjosa medindo mais ou menos 25 centímetros de comprimento que localizam-se dentro da caixa torácica, revestidos externamente por uma membrana chamada pleura. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobs (pronuncia-se "lóbos", com a primeira vogal aberta). O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo, é também um pouco mais curto pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca. A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdome, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma.

:: Pleura é uma membrana dupla, semelhante a um saco, que envolve o pulmão. É uma fina capa membranosa formada por dois folhetos:
Pleura parietal que recobre internamente a parede costal da cavidade, está intimamente ligada com a caixa torácica, sendo subdividida em quatro partes:
1. pleura costal que cobre as faces internas da parede torácica.
2. pleura mediastinal que cobre as faces laterais do mediastino.
3. pleura diafragmática que cobre a face superior do diafragma.
4. cúpula pleural que recobre o ápice pulmonar.
Pleura visceral que.ecobre os pulmões.
A pleura é, portanto, uma membrana envoltória intra-torácica, em cujo interior há um espaço laminar (espaço pleural), também denominado de cavidade pleural.


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Sistema Digestório

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - ANATOMIA II
Estudo de casa em 18/04/2015

Sistema Digestório

Constituição: Trato digestório (gastrintestinal) e órgãos anexos.
  • O trato digestório: Tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou trato gastrintestinal. Incluem: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Trato gastrintestinal: tubo longo e sinuoso de 10 a 12 metros de comprimento desde a extremidade cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus)., medido no cadáver, é de cerca de 9m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos do trato gastrintestinal mantém o tônus.
  • Órgãos anexos: dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na deglutição. Os outros órgãos digestórios acessórios, nunca entram em contato direto com o alimento. Produzem ou armazenam secreções que passam para o trato gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.

:: BOCA - faz parte do sistema digestivo como abertura anterior do tubo digestivo dos animais e onde inicia-se o processo da digestão no homem. Geralmente localiza-se na parte frontal da cabeça do animal. A boca é formada pelos dentes, língua, gengiva, palato – céu da boca –, bochecha e lábios. Esse grupo é responsável pelo início da digestão. Um adulto tem 32 dentes. A função dos quatro incisivos, que ficam na parte da frente da arcada, é cortar a comida. É frequentemente usado o termo adjetivo oral ou estomatológico. O termo latim oris é um prefixo que indica algo relativo a boca (borda, limite) στομα; estoma, que em grego significa boca ou orifício, refere-se à entrada. De fato a boca é simplesmente uma cavidade, a cavidade oral, porém essa cavidade está rodeada de estruturas dinâmicas que lhe conferem propriedades distintas de outras estruturas do corpo, mais ainda, quando a boca está situada na face, integrando a unidade crânio-facial, que caracteriza um indivíduo, especialmente no relativo a suas funções de relacionamento com o ambiente, constituído, principalmente, por outros indivíduos da mesma espécie humana.3 Isso significa que a boca cumpre um importante papel na vida de relacionamento, servindo como "posto de fronteira" do organismo em contato com ambientes que sejam capazes de julgar a esse organismo como uma entidade peculiar, que pode representar uma variação do ambiente ecotópico.
Características gerais: Nos animais com sistema digestivo completo, a boca forma a abertura de entrada do referido sistema, e o ânus forma a outra abertura. A boca humana é constituída pelos dentes e pela língua, que misturam e transformam os alimentos em bolo alimentar, ao envolvê-los em saliva. Os dentes não são todos iguais. Conforme a sua função cada dente tem uma forma diferente. Podemos distinguir os incisivos, cuja missão é cortar os alimentos; os caninos, encarregados de rasgar os alimentos, e os pré-molares e molares, que servem a trituração dos mesmos. Os dentes encontram-se situados nos dois maxilares, constando a dentição permanente de 4 incisivos. 2 caninos. 4 pré-molares e 6 molares em cada maxilar. A língua é o órgão que recebe os estímulos responsáveis pela sensação do sabor dos alimentos. É na língua que se situam a maioria das papilas gustativas. Ao redor da boca humana (e também em seu interior) existem as glândulas salivares que produzem a saliva. Uma de suas principais funções é a de transformar o amido em produtos mais simples. Depois de formado, o bolo alimentar passa para a faringe (deglutição).
:: FARINGE é porção da anatomia que conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. É um canal comum ao aparelho digestivo e ao aparelho respiratório. A sua comunicação com a laringe está protegida por uma lâmina chamada epiglote, que atua como uma válvula: durante a inspiração, o ar passa das fossas nasais para a laringe, fazendo com que a epiglote se mova de forma a obstruir a entrada do esôfago, conduzindo o ar para o canal correto (traqueia) Na faringe ocorre o fenômeno da deglutição, em que a epiglote fecha a laringe (impedindo que alimentos cheguem à traqueia). Em seguida o alimento desce para o esófago. A faringe humana é dividida em nasofaringe, localizada posteriormente à cavidade nasal; orofaringe, posterior à cavidade oral. A parte inferior da faringe, onde esta comunica com o esôfago, chama-se laringofaringe (hipofaringe).

:: ESÔFAGO é um canal que conduz o alimento até o estômago - um conduto musculoso de contrações involuntárias, controladas pelo sistema nervoso autônomo, que, dando continuidade ao trabalho da faringe, levam o alimento até o estômago. Suas contrações através dos movimentos peristálticos fazem com que o bolo alimentar avance até ao estômago (em 2 segundos, aproximadamente), mesmo que se esteja de cabeça para baixo.

:: INTESTIONO DELGADO  Parte do tubo digestivo que vai do estômago (do qual está separado pelo piloro) até o intestino grosso (do qual está separado pela válvula ileocecal). O quimo, que resulta de uma primeira transformação dos alimentos no estômago, segue para o intestino delgado passando pelo duodeno, a parte superior deste último. É composto de três partes: o duodeno, logo a seguir ao estômago, o jejuno ou parte central e o íleo, nas proximidades do intestino grosso. O jejuno e o íleo são difíceis de diferençar, pelo que podemos chamar jejuno-íleo ao seu conjunto. A camada mucosa que reveste o seu interior apresenta invaginações, as vilosidades intestinais, pelas quais são absorvidas as substâncias digeridas. O duodeno recebe a bile, produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, e também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas. É nas paredes do intestino delgado que se produz o suco intestinal. A bile lançada no duodeno divide as gorduras em pequenas gotas, ajudando a ação do suco pancreático e do suco intestinal. Com os movimentos do intestino delgado e com a ação dos sucos (pancreático e intestinal), o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Uma vez o alimento transformado em quilo, os produtos úteis ao nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos, pois é através da corrente sanguínea que as substâncias absorvidas chegam a todas as células do corpo. As substâncias residuais deste processo digestivo passam para o intestino grosso, do qual acabam por ser expulsas, através do ânus, sob a forma de fezes.

:: INTESTINO GROSSO, parte final do tubo digestivo, responsável pelo importante processo de absorção da água, o que determina a consistência do bolo fecal, possui uma rica flora bacteriana. As funções do intestino grosso são as seguintes: absorção de água e de certos eletrólitos; síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais (e.g. a vitamina K;2 armazenagem temporária dos resíduos; eliminação de resíduos do corpo (defecação). Possui aproximadamente 1,5 metros e nele distinguem-se três partes: o ceco, o cólon e o reto. O ceco é onde desemboca o intestino delgado, e onde se localiza um prolongamento em forma de tubo, o apêndice vermiforme. O cólon subdivide-se em quatro partes:3 cólon ascendente ou direito; cólon transverso que atravessa a cavidade abdominal da direita para a esquerda; o cólon descendente ou esquerdo; e o cólon sigmoide. O reto, que faz comunicar o cólon com o exterior através do orifício anal (ânus), apresenta uma dilatação chamada ampola retal, cujo alargamento (pelas fezes) desencadeia o ato de defecação. O ânus encontra-se fechado por um músculo chamado esfíncter anal, situado à sua volta, em forma de anel. No intestino grosso são acumulados os resíduos da digestão, as fezes, sendo-lhes absorvida a água antes de passarem a ampola retal. O intestino grosso absorve a água grande rapidez: em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.

:: RETO é a porção final do intestino grosso, a qual se inicia no ângulo obtuso da alça sigmóide e termina no canal anal. Como a própria denominação deixa claro, é um canal retiforme (sem curvas) com comprimento aproximado de 15 cm (18 cm no total, se somada a ele a extensão do canal anal). Funções: acumular as fezes, para a absorção final de nutrientes, antes de serem eliminadas pelo organismo, através do ânus.

:: ÂNUS é o orifício no final do intestino grosso por onde são eliminadas as fezes e gases intestinais, abertura reguladora da saída das fezes, que são constantemente empurradas pela musculatura lisa do intestino. Localiza-se entre as nádegas, sendo um orifício de pequenas dimensões.1 Nas sociedades modernas, quando os homens defecam, geralmente limpam a região com papel higiênico2 ou a lavam no bidê ou ducha.3 A musculatura de suporte do ânus é a do períneo, juntamente com os esfíncteres interno e externo da região.4 A inervação é dada pelo nervo pudendo.

:: FÍGADO (do latim ficatu) é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. Funciona tanto como glândula exócrina, liberando secreções num sistema de canais que se abrem numa superfície externa, como glândula endócrina, uma vez que também libera substâncias no sangue ou nos vasos linfáticos. Localiza-se no hipocôndrio direito, epigástrio e pequena porção do hipocôndrio esquerdo, sob o diafragma e seu peso aproximado é cerca de 1,3-1,5 kg no homem adulto e um pouco menos na mulher. Em crianças é proporcionalmente maior, pois constitui 1/20 do peso total de um recém nascido. Na primeira infância é um órgão tão grande, que pode ser sentido abaixo da margem inferior das costelas, ao lado direito. Os adjetivos relacionados com este órgão, "hepático" e "hepática" derivam da palavra grega para fígado, ηπαρ, hepar.
Entre algumas das funções do fígado, podemos citar: produção de bile; síntese do colesterol; conversão de amônia em ureia; desintoxicação do organismo; síntese de protrombina e fibrinogênio (fatores de coagulação do sangue); destruição das hemácias; síntese, armazenamento e quebra do glicogênio; emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile; lipogênese, a produção de [triacilglicerol] (gorduras); armazenamento das vitaminas A, B12, D, E e K; armazenamento de alguns minerais como o ferro; síntese de albumina (importante para a osmolaridade do sangue); síntese de angiotensinógeno (hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina); reciclagem de hormônios; no primeiro trimestre de gestação é o principal produtor de eritrócitos, porém perde essa função nas últimas semanas de gestação.
:: VESÍCULA BILIAR é um órgão presente no organismo humano em forma de pera. Armazena até 50 ml de bile, que é utilizada no sistema digestivo, não sendo responsável por sua produção. A vesícula biliar tem cerca de 7–10 cm de comprimento em humanos e tem uma aparência verde-escuro devido ao seu conteúdo (bile), não ao seu tecido. É conectada ao fígado e ao duodeno através do trato biliar. É vascularizada pela artéria cística que normalmente é um ramo direto da artéria hepática direita. A bile é lançada quando o alimento contendo gordura entra no trato digestivo, estimulando a secreção de colecistoquinina (CCK). A bile emulsifica gorduras e neutraliza ácidos na comida parcialmente digerida. Depois de ser armazenada na vesícula biliar, a bile se torna mais concentrada do que quando saiu do fígado, aumentando sua potência e intensificando seu efeito nas gorduras. A maior parte da digestão ocorre no duodeno.

:: PÂNCREAS é uma glândula de aproximadamente 15 cm de extensão do sistema digestivo e endócrino dos seres humanos que se localiza atrás do estômago e entre o duodeno e o baço. Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático, que contém enzimas digestivas) quanto endócrino (produzindo muitos hormônios importantes, como insulina, glucagon e somatostatina). Divide-se em cabeça, corpo e cauda. O pâncreas é um órgão produtor de enzimas, proteínas que aumentam a rapidez das transformações químicas.

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Sistema Respiratório

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - ANATOMIA II


Aula em 17/04/2015

Sistema Respiratório


[Em edição]



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Sistema Digestório

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - ANATOMIA II
Aula em 17/04/2015

Sistema Digestório

O sistema digestório humano é formado por um longo tubo musculoso, ao qual estão associados órgãos e glândulas que participam da digestão.
:: Compontes:  Boca (dentes, língua, glândulas salivares), Faringe, Esôfago, Estômago (e suco gástrico); Intestino delgado; Intestino grosso; e ânus.
 A parede do tubo digestivo, do esôfago ao intestino, é formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e adventícia.

:: BOCA

 A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo é a boca.
 Os dentes e a língua, que preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação.
 Os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas.
 Características dos dentes e tipos de dentes:
* Em sua primeira dentição, o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite.
* À medida que os maxilares crescem, estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. 
As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos, os caninos ou presas e os molares. Os incisivos têm a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. Atrás dele, há três peças dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. Em seguida, há dois dentes chamados pré-molares, cada um com duas cúspides. Atrás ficam os molares, que têm uma superfície de mastigação relativamente plana, o que permite triturar e moer os alimentos.
→ A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido. Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: amargo, azedo ou ácido, salgado, doce.
 As glândulas salivares: a presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias.
 Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual.
* Glândula parótida - com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.
* Glândula submandibular - É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.
* Glândula sublingual - É a menor das três; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca.
 O sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina.
 O alimento, que se transforma em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas ondas peristálticas, levando entre 5 e 10 segundos para percorrê-lo.
 Através dos peristaltismo, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias.


:: FARINGE E ESÔFAGO
 A faringe, situada no final da cavidade bucal, é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório: por ela passam o alimento, que se dirige ao esôfago, e o ar, que se dirige à laringe.
 O esôfago, canal que liga a faringe ao estômago, localiza-se entre os pulmões, atrás do coração, e atravessa o músculo diafragma, que separa o tórax do abdômen. O bolo alimentar leva de 5 a 10 segundos para percorre-lo.


:: ESTÔMAGO E SUCO GÁSTRICO
 O Estômago é uma bolsa de parede musculosa, localizada no lado esquerdo abaixo do abdome, logo abaixo das últimas costelas. Liga o esôfago ao intestino delgado. Sua função principal é a digestão de alimentos proteicos.
 Um músculo circular, que existe na parte inferior, permite ao estômago guardar quase um litro e meio de comida, possibilitando que não se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. Quando está vazio, tem a forma de uma letra "J" maiúscula.
 O estômago produz o suco gástrico, um líquido claro, transparente, altamente ácido, que contêm ácido clorídrico, muco, enzimas e sais.
 O ácido clorídrico mantém o pH do interior do estômago entre 0,9 e 2,0. Também dissolve o cimento intercelular dos tecidos dos alimentos, auxiliando a fragmentação mecânica iniciada pela mastigação.
 A pepsina, enzima mais potente do suco gástrico, é secretada na forma de pepsinogênio.
 Por ação do ácido clorídrico, o pepsinogênio, ao ser lançado na luz do estômago, transforma-se em pepsina, enzima que catalisa a digestão de proteínas.
→ A mucosa gástrica é recoberta por uma camada de muco, que a protege da agressão do suco gástrico, bastante corrosivo. 
→ Apesar de estarem protegidas por essa densa camada de muco, as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. Por isso, a mucosa está sempre sendo regenerada. 
→ Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias.
→ Eventualmente ocorre desequilíbrio entre o ataque e a proteção, o que resulta em inflamação difusa da mucosa (gastrite) ou mesmo no aparecimento de feridas dolorosas que sangram (úlceras gástricas).
→ A mucosa gástrica produz também o fator intrínseco, necessário à absorção da vitamina B12.

:: INTESTINO DELGADO

→ O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm) ; jejuno (cerca de 5 m); íleo(cerca de 1,5 cm).
→ A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro, esfíncter muscular da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino.
→ O bolo alimentar pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e, ao se misturar ao suco gástrico, auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal, transforma-se em uma massa cremosa acidificada e semilíquida, o quimo.
→ Passando por um esfíncter muscular (o piloro), o quimo vai sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre a maior parte da digestão.
→ A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno.
→ No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas.
→ Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar.
→ Os nutrientes absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo.
→ Os produtos da digestão de gorduras (principalmente glicerol e ácidos graxos isolados) chegam ao sangue sem passar pelo fígado, como ocorre com outros nutrientes.

:: INTESTINO GROSSO
→ É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções.
→ Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus.
→ Divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto.
→  A saída do reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter anal.
→ Mede cerca de 1,5 m de comprimento.
→ Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.


:: GLÂNDULAS ANEXAS
Pâncreas
→ O pâncreas é uma glândula mista, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular, localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, sob o estômago.
→ O pâncreas é formado por uma cabeça que se encaixa no quadro duodenal, de um corpo e de uma cauda afilada.
→ O pâncreas exócrino produz enzimas digestivas, em estruturas reunidas denominadas ácinos.
→ Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos, por onde sua secreção é levada até um condutor maior, que desemboca no duodeno, durante a digestão.
→ O pâncreas endócrino secreta os hormônios insulina e glucagon, já trabalhados no sistema endócrino.

:: FÍGADO
→ É o maior órgão interno, e é ainda um dos mais importantes. É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. Está situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal.
Funções do fígado:
→ Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lipase;
→ Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado; nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação;
→ Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células;
→ Metabolizar lipídeos;
→ Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras;
→ Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo;
→ Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile.


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Aula em 16/04/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM - EPIDEMIOLOGIA E BIOESTATÍSTICA


Aula em 16/04/2015

Atividade de fixação


QUESTÃO 01 - A complexidade saúde-doença pode ser explicada por vários tipos de modelos.
a) O que é um modelo saúde-doença? A idealização simplificada de um sistema complexo.
b) Quais são os três modelos mais comuns de saúde-doença? Biomédico, Processual e Sistêmico.

QUESTÃO 02 - Considere o Modelo Biomédico:
a) Quais sao suas características? Entende a doença como um desajuste na máquina humana. O foco está na doença e na prescrição para a cura.
b) Como a doença é classificada quanto ao tempo de duração e quanto a etiopatogenia? Aguda e crônica quanto ao tempo; infecciosa e não infecciosa quanto a etiopatogenia (origem).
c) Quais são as formas de manifestação de uma doença? Manifesta, abortiva e inaparente.

QUESTÃO 03 - Considere o termo patógeno.
a) O que é? Nome dado à micro-organismos causadores de doenças.
b) Por qual outro nome é conhecido? Agente patogênico.
c) Quais as propriedades do patógeno segundo o modelo biomédico? Infectividade, patogenicidade, virulência e imunogenicidade.

QUESTÃO 04 - Considerando o modelo processual:
a) Qual o agente responsável? Justifique-se. Físicos, químicos, biopatógenos, nutricionais e genéticos.
b) Qual é o determinante? Justifique-se. Econômicos, culturais, ecológicos, biológicos e psicossociais. Qualquer desajuste em um destes pode haver favorecer ao adoecimento do invidíduo.
c) Que tipo de prevenção primária pode ser realizada? A profilaxia.
d) O que é HDV? História de Vida da Doença.
e) Quais os dois períodos do modelo processual? Pré-patogênico e patogênico.
f) Diferencie os dois períodos.  No primeiro não há manifestação da doença e no segundo a doença já está instalada.
g) Quais são os agentes e determinantes do período pré-patogênico? Idem a) e b)

QUESTÃO 05 - Considere o Modelo Sistêmico:
a) Quais são suas características? O foco não é a doença, mas, outrossim, o ser humano com toda sua complexidade.
b) Quais ambientes são considerados nesse modelo? Todos os ambientes (físicos, biológicos, sociais, psicológicos, etc.)
c) Quais são os possíveis agentes? Pode ser um micro-organismo, um poluente ou um gene.

QUESTÃO 06 - Considere o termo suscetibilidade:
a) O que é? É a possibilidade da doença desenvolver-se ou instalar-se.
b) Quais são suas três categorias? Resistência, suscetibilidade e imunidade.

QUESTÃO 07 - Complete a tabela que resume os três modelos saúde-doença estudados:
Modelos
Agente considerado
Ambiente considerado
Visão da doença
Característica básica
Biomédico
Patógenos.
O corpo humano (parte adoecida)
Desajuste (desequilíbrio).
Pensa na doença, não no indivíduo.
Processual
Genéticos, físicos, biopatógenos, químicos, nutricionais.
O corpo humano (parte adoecida) e ambiente físico.
HDV (início, meio e fim).
Temporal.
Sistêmico
Micro-organismos, poluentes ou genes.
Mental, físico e social
(corpo humano)
Visão sistêmica (em teia, cadeia)
Pensa no ser humano com toda sua complexidade (holística)

QUESTÃO 08 - No Modelo Biomédico a manifestação das doenças depedem de dois períodos. Quais são? Explique-os. Período de incubação e de transmissibilidade pois depedem do tempo.

QUESTÃO 09 - Qual dimensão apresenta o Modelo Processual? Essa dimensão de todo o ciclo da doença divide-o em dois momentos sequenciais. Quais são? Diferencie-os. Apresenta uma dimensão temporal: o pré-patogênico, em que a doença não está instalada e o patogênico, quando a doença já está instalada.

QUESTÃO 10 - Considere a frase abaixo: "Estratégias para prevenir a exposição ao fator de risco (ex: tabagismo; ingestão de gorduras) ou para promover sua cessação (tratamento para deixar de fumar)". Esta estratégia corresponde a que tipo de prevenção segundo o modelo processual? A prevenção primária porque é profilática.

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Aula em 15/04/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 2º E 3º SEM – MICROBRIOLOGIA E EMBRIOLOGIA

Aula em 15/04/2015

Micetologia (Micologia)
Retomando a aula passada
Características gerais dos fungos: a) Eucariontes; b) A maioria é de vida livre, sendo uma minoria patogênica; c) Imóveis (não andam, mas devido ao seu crescimento se espalham pelas superficies).
d) São quimio1-heterótrofos (saprófitos2 ou parasita);
e) Parede celular formada por quitina;
f) São absortivos e não possuem folhas, caules ou raízes;
g) Não realizam fotossíntese;
h) Se disperçam por esporos;
i) Podem ser de reprodução sexuada e assexuada;
j) São aeróbio ou anaeróbios facultativos;
k) Sua unidade estrutural básica é quase sempre a hifa;
l) Seu principal material de reserva é o glicogênio.

As hifas são os filamentos que formam o micélio dos fungos. São longas células cilíndricas com vários núcleos ou septadadas, mas onde cada célula pode ter vários núcleos, podendo ser simples ou ramificadas. Funções básicas: fixação ao substrato, reprodução e digestão. Podem ser divididas em hifas septadas e hifas cenocípticas (não septadas).

Micélio é o nome que se dá ao conjunto de hifas emaranhadas de um fungo. Existem dois tipos de micélio:
a) aéreo - função de reprodução;
b) vegetativo - função de sustentação e absorção de nutrientes.

              Demáceo (negro/ escuro)
Micélio
              Hialino (claro/ transparente)

Os tipos morfológicos básicos dos fungos são: a) unicelulares; b) multicelulares; c) dimórficos.

A reprodução assexuada dos fungos pode ocorrer de três maneiras: fragmentação, brotamento (ou gemulação) e esporulação.
  • A fragmentação é um tipo de reprodução assexuada muito simples que ocorre em certas espécies de fungos. Nesse tipo de reprodução o micélio (conjunto de hifas) se quebra, graças a fatores bióticos e abióticos, dando origem a clones.
  • O brotamento, também chamado gemulação, é outro tipo de reprodução assexuada que ocorre em fungos. No brotamento o fungo adulto emite brotos ou gemas laterais que se desenvolvem e podem ou não se separar da célula original.
  • A esporulação é um tipo de reprodução assexuada realizada por diversas espécies de fungos. Na esporulação os fungos possuem estruturas chamadas esporangióforos (que são hifas especiais que saem de determinados pontos do micélio).
1quimio: designa uma fonte de energia externa que não seja a luz do sol.
2saprófitos: absorvem substâncias orgânicas de matérias em decomposição.

Imagens

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