Aula em 28/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - VIGILÂNCIA EM SAÚDE I

Aula em 28/08/2015

[AULA PASSADA]

Conversa em sala...

Falamos sobre ICC - Insuficiência Cardiaca Congestiva e Anasarca (sintoma caracterizado por um inchaço distribuído pela pele de todo corpo devido ao derrame de fluido no espaço extracelular - edema).

Introdução à Epidemiologia

Prof. Daniel Rodrigues


O que é Epidemiologia

• A ciência básica da Saúde Coletiva;
• Tradicionalmente, a ciência que estuda a distribuição das doenças e suas causas em populações humanas;
• Atualmente, principal ciência da informação em saúde;
• “O estudo dos fatores que determinam a freqüência e a distribuição das doenças nas coletividades humanas” IEA (1973).
• “Ciência que estuda o processo saúde-enfermidade na sociedade, (...) promoção ou recuperação da saúde individual e coletiva, produzindo informação e conhecimento para a tomada de decisão (...).”



História da Epidemiologia

• Primórdios:
– Grécia:

• Hipócrates
– Médico grego que tinha a estrutura e o conteúdo dos seus textos sobre saúde com clara adesão a Higéia;
– O Juramento de Hipócrates.
– Roma:

• Censo e registro de nascimentos e óbitos;

• Catolicismo romano (saúde de caráter mágico-religioso);
– Medicina Árabe:

• Os médicos mulçumanos preservavam os textos hipocráticos, adotavam os princípios de Higiene e Saúde Pública.
As raízes históricas da ciência epidemiológica podem ser identificadas na trilogia que a compõem: a Clínica, a Estatística e a Medicina Social.

• Clínica:
– Thomas Sydenham – fundador da medicina clínica e precursor da epidemiologia para os anglo-saxões;
– Origem na veterinária (doença com um rebanho ovino) para a escola historiográfica francesa;
– Três etapas da medicina clínica; início, estudo unitário, e emergência da fisiologia moderna.
– Louis Pasteur e sua teoria microbiana.

• Estatística:
– Neutralidade e raiz política;
– Aparição do Estado (contagem do povo);
– William Petty (Aritmética política) e John Graunt (Registros populacionais): Precursores da Demografia, da Estatística e da Epidemiologia;
– Alexandre Louis (médico e matemático) considerado um dos fundadores da Epidemiologia e precursor da avaliação da eficácia dos tratamentos clínicos;
– Clínica, Estatística + Medicina Social.

• Medicina Social:
– Política como medicina da sociedade e a medicina como prática política (1830-1850);
– Friedrich Engels

• “As Condições da Classe Trabalhadora da Inglaterra em 1844”;
– “Medicina Social” (Guérin, 1838) – Modos de tomar coletivamente a questão da saúde;
– London Epidemiological Society, 1850;
– John Snow, pai-fundador da Epidemiologia por pautar a nascente metodologia epidemiológica. Com suas pesquisas sobre a cólera (1850) antecipou a teoria microbiana antes de Pasteur.

• Consolidação:
– Estados Unidos com Oliver Wendell Holmes, Alemanha com Max von Pettenkoffer (Ayres, 1997);
– A rival medicina científica se consolidava como foi relatado por Abraham Flexner em 1910 no seu relatório que pregava o individual no campo da saúde com pesquisas baseadas nas doenças infecciosas;
– Inspirada no Relatório Flexneriano foi fundada me 1918 a escola pioneira em saúde pública, tendo Wade Hampton Frost como o primeiro professor da disciplina de Epidemiologia em todo o mundo.
– A crise econômica de 1929 reduziu o alcance social às práticas médicas:

• O retorno ao social se fez pelo recurso à Epidemiologia por ela abordar o cuidado com o coletivo já que houve a elitização da assistência à saúde.
– O retorno a Higéia, além das doenças infecciosas do Relatório Flexneriano, foi feito através do conceito de risco;
– O processo de institucionalização da disciplina resultou na fundação da International Epidemiological Association (IEA) em 1954.

• Atualidade:
– 1960:
  • Computação eletrônica – Revolução na Epidemiologia com a ampliação dos bancos de dados que acarretou mais eficiência e precisão.
– 1970 - 1990:
  • Encontro de identidade provisória na matematização;
  • “Epidemiologia Clínica”;
  • Abordagens sobre Epidemiologia Molecular e Etnoepidemiologia;
– Hoje:
  • O problema de uma teoria geral de saúde-enfermidade; 
  • A demarcação de um campo próprio: Conseqüência Histórica.

Bibliografia

• ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à Epidemiologia. 4° ed. Revisada e Ampliada. Editora Guanabara Koogan.
• Juramento de Hipócrates; Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) - http://www.cremesp.com.br/?siteAcao=Historia&esc=3 

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Aula em 25/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - PROCESSO DO CUIDAR II

Aula em 25/08/2015

Sinais Vitais

AULA PASSADA...
DOR - É caracterizada de acordo com sua duração, localização e etiologia...

[Continuando]

TIPOS DE DOR
  • CRÔNICA - é a que persiste por um período superior aquele necessário para a cura de um processo mórbido (4 à 6 semanas), ou aquelas associadas a afecções crônicas (câncer, artrite).
  • AGUDA - é uma importantíssima modalidade sensorial, desempenhando, entre outros, o papel de alerta, comunicando ao cérebro, que algo está errado. Desaparece com a remoção do fator causal e resolução do processo patológico.
A dor é extremamente complexa, alterando o conforto do cliente, não se trata apenas de uma forma de sensação, mas de reações *** respostas emocionais e comportamentais, influenciando na qualidade de vida.

CLASSIFICAÇÃO DE DOR
  • Somética superficial - estimulamção de receptores de tegumento (picada, pontada).
  • Visceral - trata-se de uma dor profunda (perotônio).
  • Irradiada - dor sentida a distância de sua origem (ciatalgia).
INTENSIDADE

É um componente extremamente relevante de dor, aliás, o de maior importância para o paciente.

ESCALA DE INTENSIDADE

Escala facial de intensidade de dor




FATORES
  • Fatores desencadeantes ou agravantes - barulho.
  • Fatores atenuantes - mudança de decúbito.
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Aula em 24/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - PARASITOLOGIA

Aula em 24/08/2015
[Aula passada]

CICLO BIOLÓGICO
a) Tripomastigotas passam à ferida nas fezes do barbeiro.
b) Tripomastigotas invadem células em diferentes regiões do corpo onde se transformam em amastigotas.
c) Amastigotas multiplicam-se por reprodução assexuada dentro das células invadidas.
d) Amastigotas se transformam em tripomastigotas e destroem a célula, caindo na corrente sanguínea.
e) Tripomastigotas na corrente sanguínea são absorvidas por um novo barbeiro em nova picada.
f) Tripomastigotas transformam-se em epimastigota no intestino do barbeiro e se multiplicam.
g) Epimastigotas transformam-se em tripomastigotas.

[CONTINUANDO]

As formas tripomastigotas e amastigota se encontram no homem, enquanto que as formas epimastigotas e tripomastigotas se encontram no vetor (barbeiro - triatomíneo).
A infecção apresenta uma fase aguda e outra crônica que pode produzir quadros clínicos variados e incuráveis.

B) LEISHMANIOSE VISCERAL: Também conhecida por seu nome indiano Calazar é uma doença não contagiosa causada, entre outros, por três espécies de protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, com diferentes distribuições geográficas: leishmania donovani, leishmania chagasi, leishmania infantum. Sua transmissão se dá através da picada de mosquitos flebótomos, também conhecidos como mosquito-palha, e com destaque para a fêmea da espécie Lutzomyia longipalpis. A doença afeta, além do homem, um número considerável de mamiferos, com destaque para os cães, gatos e ratos. Em zonas urbanas o cão é o principal reservatório da doença. Em zonas rurais os bovinos e equinos desempenham tal papel.
A L. Visceral é o segundo maior assassino parasitário do mundo depois da malária.
A doença, sem tratamento, é fatal em 100% dos casos.
Após a entrada no hospedeiro, o protozoário afeta principalmente os orgãos com considerável concentração de leucócitos: com destaque para medula óssea, fígado, baço e linfonodos, causando hepatomegalia (aumento do fígado), esplemomegalia (aumento do baço), adenomegalia.
Seus sintomas clínicos são facilmente confundidos com os de outras patogenias: descamação da pele (nariz, boca, queixo, couro cabeludo), calombos sobre o couro cabeludo, feridas no couro cabeludo, escurecimento da pele: estes sintomas não aparecem em todos os casos.
Os pacientes podem apresentar também febre irregular, anemia e caquexia.
A Leishmania Visceral ocorre nas Américas, na Ásia e na África e na Europa. Nas Américas uma só espécie de flebotomíneos possui importância como vetora da doença: Lutzomya longipalpis. Na Europa, Ásia e África, os transmissores pertencem ao gênero Phlebotomus.
Com temperatura e umidade altas, os vetores são encontrados se alimentando de sangue somente as fêmeas, de hábitos zoófilos e antropófilos, picando indiferentemente os animais e os homens, transmitindo a doença.
O controle se baseia no combate do vetor, tratamento de doentes e "tratamento dos cães" (eutanásia proibida), porém os cães continuam portadores da doença disseminando - a sendo portadores sadios de alto parasitismo cutâneo.
O diagnóstico é realizado através de métodos parasitológicos, sorológicos e imunológicos (Elisa imunofluorescência indireta).
O tratamento mais utilizado é com o antimonipentavalente Glucontime (esquema: aplicações diárias durante 10 dias, descanso de 10 dias e mais aplicações diárias durante 10 dias).

C) TRIPANOSSOMÍASE AFRICANA (Doença do Sono): É uma doença frequentemente fatal causada por dois protozoários: Trypanosoma brucei gambiense e Trypanosoma brucei rhodosiense, transmitidos pela picada da mosca tsé-tsé (moscas do gênero glossina, que são seu vetor de transmissão). A doença do sono ocorre apenas na África, onde existe o vetor.
Os sintomas iniciais são: febre, temores, dores musculares e articulares, linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados), trombocitopenia (aumento de plaquetas) anemia, mal estar, perda de peso. Insuficiência cardíaca também é um dano comum.
Pode ocorrer hiperatividade na fase aguda; mais tarde surgem danos neurológicos e meningoencefalite com retardação mental (em 6 meses; na rhodosiense em poucas semanas). Nesta fase surgem as convulsões, sonolência e apatia evoluindo para o coma. A morte pode se seguir de 6 meses a 6 anos.
O diagnóstico é realizado por microscopia do liquido céfalo raquidiano.
O tratamento na fase aguda é realizado com pentamidina contra Tripanosoma gambiense e suramina contra Tripanosoma rhodosiense. Na fase cerebral já poderá haver danos irreversíveis.
Na luz de orgãos cavitários do homem e da mulher, encontram-se muitas vezes alguns flagelados parasitos, mas apenas duas espécies são patogênicas: Trichomonas vaginalis e Giardia intestinais (G. duodenais). Quanto os demais nenhum danos causam, inclusive Trichomas tenax (boca).

D) TRICOMÍASE (família Trichomonadidae). Habita a vagina da mulher assim como a uretra e próstata do homem. O flagelado Trichomonas vaginalis possui 4 flagelos livres e um 5° flagelo recorrente.
Vive habitualmente na mucosa vaginal podendo ser observados em outros locais do aparelho geniturinário no homem, já foi encontrado no prepúcio, na uretra e na próstata.
O crescimento do flagelado faz-se melhor em presença de um crescimento bacteriano, pois a ação bacteriana criaria um ambiente redutivo, pois a presença de oxigênio é nociva para os parasitas.
Sua reprodução é somente assexuada (divisão binária), resistindo por várias horas em uma gota de secreção vaginal e duas horas a 40°C.


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Aula em 21/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - VIGILÂNCIA EM SAÚDE I

Aula em 21/08/2015

1ª AULA

Vigilância epidemiológica

É um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.

Conversa em sala...

Falamos sobre ICC - Insuficiência Cardiaca Congestiva e Anasarca (sintoma caracterizado por um inchaço distribuído pela pele de todo corpo devido ao derrame de fluido no espaço extracelular - edema).


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Aula em 20/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - PROCESSO DO CUIDAR II

Aula em 20/08/2015

SINAIS VITAIS


É expressão aplicada à verificação de temperatura, frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial e dor, sendo os indicadores de mudanças no estado geral do paciente.

POR QUE SINAIS VITAIS?


São parâmetros regulados por órgãos vitais.

Normalmente, temperatura, pulso e respiração permanecem mais ou menos constantes.
Sua variação pode indicar patologias, estando relacionados com insuficiencia ou consumo de oxigênio, desequilíbrio eletrolítico, invasão bacteriana.

FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA


O Sistema respiratório é o responsável pela troca de oxigênio e gás carbônico entre a atmosfera e o sangue circulante.

A respiração é o mecanismo que o corpo utiliza para a troca de gases entre a atmosfera e o sangue e entre o sangue e as células.

INSPIRAÇÃO       EXPIRAÇÃO
|                          |
O2                    CO2

A RESPIRAÇÃO ENVOLVE

Ventilação (movimento dos gases para dentro e fora dos pulmões) e centros reguladores da respiração encontrados na medula.

FATORES QUE INFLUENCIAM A FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

Doenças, idade, estresse, exercícios físicos, posição corporal, etc.
  • Homem - 15 à 20 ipm.
  • Mulher - 18 à 20 ipm.
  • Criança - 20 à 25 ipm.
  • Lactente - 30 à 40 ipm.
CARACTERÍSTICA DA RESPIRAÇÃO
  • Apneia - parada respiratória.
  • Eupneia - respiração normal, sem problemas. 
  • Dispneia - dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta, ger. associada a doença cardíaca ou pulmonar. 
  • Bradpneia - lentidão anormal da respiração (débil).
  • Taquipméia - aceleração do ritmo respiratório (ofegante).
  • Ortopneia - dificuldade de respiração provocada por certas doenças, esp. quando o paciente se encontra deitado.
  • Hiperpneia - Hipoventilação - ventilação inadequada para realizar a troca de gases nos pulmões. 
  • Hiperventilação - aumento da quantidade de ar inalado em razão de esforços físicos ou ansiedade, febre etc. e que pode traduzir-se num aumento da frequência ou da amplitude dos movimentos respiratórios, alcalose, hipocapnia etc.
PRESSÃO ARTERIAL - PA

A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguineo pela resistência.
Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.

DIVISÃO
  • Pressão Sistólica - Máxima.
  • Pressão Diastólica - Mínima.
VALORES NORMAIS
  • Máxima - 100 à 140 mmHg
  • Mínima - 50 à 90 mmHg.
  • Hipertensão - quando a diastole está acima de 100 mmHg. Ex: 180/110 mmHg.
  • Hipotensão - quando a sistólica está abaixo de 90 mmHg. Ex: 80/40 mmHg.
FATORES DETERMINANTES DA PRESSÃO ARTERIAL
  • Débito cardíaco
  • Resistência periférica
  • Distensibilidade
  • Intensibilidade
  • Volemia
  • Viscosidade.
VARIAÇÃO DE TEMPERATURA
  • Idade
  • Posicionamento
  • Alimentação
  • Sexo
  • Raça
  • Sono
  • Ansiedade
  • Exercício físico.
FATORES PATOLÓGICOS QUE MODIFICAM A PRESSÃO ARTERIAL 

Convulsões, arterosclerose, aumento da pressão intracraniana, hemorragias, choques, etc. 

TERMINOLOGIAS 
  • Normotensão - pressão arterial normal. 
  • Hipertensão - acima dos valores normais. 
  • Hipotensão - abaixo dos valores normais. 
  • Pressão convergente - máxima e mínima se aproximam. 
  • Pressão divergente - máxima e mínima se distanciam.
MENSURAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
  • Método direto
  • Método indireto
  • Palpatório
  • Auscutatório 
LOCAIS PARA VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
  • Braço - artéria braquial 
  • Perna - artéria pediosa 
  • Coxa - artéria poplítea 
DOR - É caracterizada de acordo com sua duração, localização e etiologia.


Aula em 19/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - FISIOLOGIA

Aula em 19/08/2015

Introdução

A) Introdução a Fisiologia 
   
Fisiologia é o ramo da Biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. Em síntese, a Fisiologia estuda o funcionamento do organismo.

B) Membrana Plasmática 

A membrana apresenta uma dupla camada lipídica com proteínas entre essas camadas, sendo que essas proteínas atravessam dupla camada lipídica em alguns lugares. São as chamadas proteínas transmembrana.

C) Transporte 

Os meios intracelular e extracelular caracterizam-se por apresentarem diferentes concentrações e substâncias (íons e metabólicos) do que dependem a manutenção das diversas funções celulares.
Íons são átomos que perdem ou ganham elétrons durante reações.Classificados em anions (negativos, recebem elétrons) e cátions (positivos , perdem elétrons).
Metabólicos são moléculas ou substâncias.
É conhecido o fato de que os meios intracelular e extracelular se comunicam e trocam substâncias entre eles.
Os dois tipos básicos de transporte que ocorrem através das membranas celulares e fazem a troca de substâncias entre os meios intracelular e extracelular são:
1) Transporte passivo (ou difusão), caracteriza-se pela passagem de moléculas diretamente através da camada lipídica OU pela ajuda de proteínas carreadoras transmembrana.A energia responsável por esse tipo de transporte é a própria energia cinética das moléculas ou íons (e não ATP). O transporte passivo (de fusão) pode ser classificado em: 
1.1 - Simples: ocorre sem a necessidade de fixação de íons ou metabólicos às proteínas causadoras transmembrana. 
1.2 - Facilitada: também chamada de difusão mediada por carreadores, implica a interação dos metabólicos ou íons com proteínas carreadoras que facilitam sua passagem através das membranas.
2) Transporte ativo: esse tipo de transporte necessita de energia, o ATP. O transporte ativo ocorre através de uma proteína carreadora, geralmente contra algum tipo de resistência.A substância que mais difunde através da membrana é a água. Isso ocorre devido a OSMOSE. O que neutraliza a Osmose é a pressão osmótica. A bomba de sódio e potássio em uma das suas principais funções, mantém o volume celular e se trata de um transporte ativo. A bomba de sódio e potássio leva íons do interior da célula (sódio). Entre os componentes físicos da bomba de sódio e potássio existe uma proteína carreadora que possui na parte que se projeta para o interior da célula, três receptores para o sódio em, na parte que se projeta para o exterior da célula, dois receptores para os íons potássio (3 sódios para fora e 2 potássio para dentro).
D) Potencial da membrana

A bomba de sódio e potássio, encontrada em quase todas as células do organismo é extremamente importante para a manutenção e equilíbrio dos potenciais de membrana das células. Ela faz com que o meio interno (intracelular) fique negativo, uma vez a cada 2 íons potássio entram, 3 íons sódio saem. Ambos possuem carga positiva, no entanto, sai mais do que entra. Há mais potássio no meio intracelular e mais sódio no meio extracelular: há mais carga positiva no exterior da célula e há uma maior carga negativa no interior da célula.

Aula em 19/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - PARASITOLOGIA

Aula em 19/08/2015

AULA PASSADA: 
Doença de Chagas ou tripanossomíase americana é uma doença causada pelo protozoário trypanossoma cruzi e transmitida principalmente por insetos da subfamília triatominae (triatomíneos) dos gêneros triatoma, panstrongylus, rhodnius, eutriatoma. Outras formas de transmissão pela doença de Chagas são, fora a infecção vetorial: transfusional, congênita, reagudização de uma infecção crônica e esporádica (ex: oral, pelo caldo de cana ou açaí). 

Reagudização significa tornar-se mais grave, exacerbar-se.

Tripanossoma cruzi possui três formas evolutivas: tripomastigota (forma infectante), epimastigota e amastigota.

A) DOENÇA DE CHAGAS: possui uma evolução crônica podendo produzir quadros clínicos variáveis e incuráveis. Tripanossoma cruzi possui três formas evolutivas: tripomastigota (forma infectante), epimastigota e amastigota.

A doença de Chagas possui uma evolução crônica podendo produzir quadros clínicos variáveis e incuráveis. Destacam-se por sua gravidade, à cardiopatia chagásica e a dilatação de órgãos cavitários que afetam principalmente o aparelho digestivo (mega cólon). As lesões cardíacas são responsáveis por elevada mortalidade, especialmente na fase crônica da doença que pode sobrevir mesmo de dez a vinte anos depois do processo de agudo.

A proliferação da doença se dá principalmente em zonas rurais e urbanas mais pobres, devido a má qualidade da habitação onde há o aumento da incidência de vetores (cafua ou casa de pau-a-pique, feita de barro, cujos buracos proliferam os barbeiros).

Chagoma
Os sinais do local de infecção são: chagoma e sinal de romanã.

O controle é baseado essencialmente no controle do vetor e na transmissão por transfusão sanguínea.

Sinal de Romaña
Os tratamentos medicamentosos são poucos satisfatórios. Os medicamentos possuem efeitos colaterais significativos (anorexia, vômito, dermatite alérgica, danos oxidativos, e redutivos no tecido. E são, muitas vezes, ineficazes, em especial na fase crônica da doença. Pacientes em estado grave são muitas vezes encaminhados ao transplante cardíaco, porém não existe cura para a doença e nem vacina.

O diagnóstico é realizado através da pesquisa de parasitas no sangue (esfregaço sanguíneo corado, gota espessa com coloração ou pesquisa direta em lâmina ou lamínula à fresco.

BENZNIDAZOL: 5mg por Kg (dose média), via oral, 12/12 horas por 30/60 dias (média geral para quadros agudos e crônicos). Age principalmente sobre as formulas sanguíneas.

CICLO BIOLÓGICO
a) Tripomastigotas passam à ferida nas fezes do barbeiro.
b) Tripomastigotas invadem células em diferentes regiões do corpo onde se transformam em amastigotas.
c) Amastigotas multiplicam-se por reprodução assexuada dentro das células invadidas.
d) Amastigotas se transformam em tripomastigotas e destroem a célula, caindo na corrente sanguínea.
e) Tripomastigotas na corrente sanguínea são absorvidas por um novo barbeiro em nova picada.
f) Tripomastigotas transformam-se em epimastigota no intestino do barbeiro e se multiplicam.
g) Epimastigotas transformam-se em tripomastigotas.

thaianacamargo@hotmail.com


video
Doença de Chagas - Resumo - *Parasitologia*

Original: https://www.youtube.com/watch?v=z7XKeNHEvTw&list=PLjcaF1R8xme2aL1h8pQ0hG1JX482lRywh&index=14

Aula em 18/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - PROCESSO DO CUIDAR II


Aula em 18/08/2015

1ª AULA


O processo de Enfermagem acontece em cinco etapas:

1ª ETAPA - Histórico de enfermagem.
  • Entrevista: dados diretos (com o paciente) e dados indiretos (família, cuidador, prontuário, etc.)
  • Exame físico: geral (à primeira vista) e específico (cabeça/pescoço, pele/anexos, 'branca ou negra', cardiorrespiratório, abdome, músculo/esquelético, urinário, neurológico).
  • Documentação.
2ª ETAPA - Diagnóstico. [NANDA]
3ª ETAPA - Planejamento
4ª ETAPA - Implementação [NOC]
5ª ETAPA - Avaliação [NIC].

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Aula em 18/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - NUTRIÇÃO APLICADA À ENFERMAGEM


Aula em 18/08/2015

1ª AULA


Nesta disciplina teremos atividade em grupo, conforme os temas: 

  • Biodiversidade dos alimentos;
  • Dieta ou terapia;
  • Serviço de nutrição e dietética;
  • Dieta para especialidades;
  • Dieta para as atividades específicas.

LIVROS INDICADOS
  • PLT - Nutrição aplicada ao curso de Enfermagem [497].
  • Enfermagem e Nutrição (Geraldo Mota de Carvalho e Adriana Ramos).


SLIDES
  • História da alimentação
  • Pré História
  • Neolítico
  • Conservação dos alimentos
  • Revolução Industrial
  • Fast Food
  • Problemas
  • Slow Food
  • Objetivos
  • Regionalismo
  • Subnutrição
  • Dietética
  • Hábitos saudáveis
  • SND - Serviço de Nutrição e Dietética.

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Aula em 17/08/2015

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 3º E 4º SEM - PARASITOLOGIA

Aula em 17/08/2015


Introdução


Os seres vivos podem ser classificados em cinco reinos, à saber: MONERA, PROTISTA, FUNGI, PLANTAE e ANIMALIA. No reino protista, nosso interesse está limitado ao sub-reino PROTOZOA; que compreende essencialmente organismos unicelulares, eucariontes e que não possuem parede celular externa rígida.

A parede celular é uma estrutura rígida e porosa que determina a forma e a integridade do organismo que as possuem.

Por serem seres eucariontes, possuem organelas variadas (núcleo, mitocôndria, aparelho de golgi, lisossomo, etc.). Dentre as 65 mil espécies identificadas, cerca de 10 mil correspondem a parasitas.

Dos sete filos em que se dividem os protozoários apenas três: sarcomastigophora, ciliophora, apicomplexa são objetos de nossa consideração.

O filo sarcomastigophora compreende protozoários que se locomovem por meio de flagelos, de cílios ou pseudópodes.

A reprodução é geralmente assexuada.

A reprodução assexuada geralmente (e não sempre) realizada pelos representantes deste filo é a divisão/fissão binária (bipartição ou cissiparidade) e consiste na divisão de uma célula em duas, cada uma com o mesmo genoma da 'célula-mãe'. Não é uma mitose, pois não existe a formação do fuso de divisão e nem de figuras clássicas e típicas da mitose.

Os sub-filos do filo sarcomastigophora onde se encontra os parasitas humanos são dois: mastigophora e sarcodina.



1) Os flagelados (sub-filo mastigophora)
_Classe: zoomastigophora.
_Família: trypanossomatidae (gênero trypanosoma e leishmania)

São protozoários que apresentam tipicamente um ou mais flagelos. Multiplicam-se assexuadamente por divisão binária, sendo desconhecidas em muitos grupos, formas de reprodução sexuada.

Na família trypanossomatidae encontram-se os gêneros tripanossomas e leishmania, espécies extremamente importantes tanto na medicina humana como em veterinária. Causam no Homem a tripanossomíase americana ou doença de Chagas, as tripanossomíases africanas ou doença do sono e a leishmaniose visceral ou calazar.

Em outras famílias também se encontram alguns flagelados parasitos do Homem, dos quais os mais importantes são giárdia duodenális ou giárdia intestinalis que habita o intestino delgado e que pode causar diarreia e a espécie tricomonas encontrado no trato geniturinário.

Doença de Chagas ou tripanossomíase americana é uma doença causada pelo protozoário trypanossoma cruzi e transmitida principalmente por insetos da subfamília triatominae (triatomíneos) dos gêneros triatoma, panstrongylus, rhodnius, eutriatoma. Outras formas de transmissão pela doença de Chagas são, fora a infecção vetorial: transfusional, congênita, reagudização de uma infecção crônica e esporádica (ex: oral, pelo caldo de cana ou açaí).

Reagudização significa tornar-se mais grave, exacerbar-se.
thaianacamargo@hotmail.com

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video

Conceitos importantes em Parasitologia

Original: https://www.youtube.com/watch?v=_oIu0aQQv9o




Horário

Horário das aulas 3º e 4º Semestre - Ano 2/2015

AULAS
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
19h10 às 20h00
Parasitologia
Thaiana Camargo
Nutrição Aplicada em Enfermagem
Kátia Benites
Fisiologia
Thaiana Camargo
Processo do Cuidar II
Kátia Benites Carolina Aranão
ATPS
Daniel
20h00 às 20h50
Vigilância em Saúde I
Daniel
20h50 às 21h05
Intervalo
Intervalo
Intervalo
Intervalo
Intervalo
21h05 às 21:55
Parasitologia
Thaiana Camargo
Processo do Cuidar II
Kátia Benites Carolina Aranão
Fisiologia
Thaiana Camargo
Processo do Cuidar II
Kátia Benites Carolina Aranão
Vigilância em Saúde I
Daniel
21h55 às 22h45
Fisiologia
Thaiana Camargo
A.C.
Carolina Aranão
Direitos Humanos
Daniel

  • PARASITOLOGIA: disciplina biomédica que estuda os parasitas animais e vegetais e a relação entre parasita e hospedeiro. 
  • FISIOLOGIA: é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. Em síntese, a fisiologia estuda o funcionamento do organismo.

Férias1/2015


Voltaremos dia 17/08.